Coleção Didático-Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos

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1 Histórico

A ideia de montar a 1a Coleção Didático-Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos sediada na UERGS, com apoio da APECS-Brasil e do Colégio Maria Auxiliadora (Rede Notre Dame, Canoas) surgiu no dia 21 de setembro de 2015, durante a realização da XIV Semana Polar Internacional da APECS-Brasil. A Dra Juliana Assunção Ivar do Sul apresentou uma palestra aos acadêmicos do Curso Bacharelado em Gestão Ambiental da Unidade Alto da Serra do Botucaraí em Soledade sobre a 1a Coleção Didático-Científica de Lixo Marinho. Juliana é curadora desta coleção e explicou sobre a importância de utilizar materiais coletados no ambiente para serem utilizados como forma de conscientização sobre o problema do lixo marinho para diversos públicos. Os alunos da turma entenderam ser de extrema importância realizar uma atividade como esta em Soledade, mantendo uma coleção de Lixo encontrado em nascentes. Muitos alunos apresentaram fotos destes ambientes com muito material descartado. A Dra. Juliana mencionou que todo lixo pode um dia vir a ser lixo marinho, devido ao transporte que ocorre por meio dos corpos aquáticos. (Clique aqui para acessar o site da proposta original). 

Adicionalmente no final de semana de 04 de outubro de 2015  alunos da Bio Marinha UERGS/UFRGS participaram do Dia Mundial de Limpeza de Praias na Praia da Guarita em Torres, com a participação da Profa. Dra. Juçara Bordin e coordenação do Prof. Dr. Paulo Ott (clique aqui para ler a reportagem). A profa. Erli entrou em contato com a Dra Juçara solicitando que, se possível, guardasse parte do material coletado para darmos início à coleção concomitantemente em Osório e em Soledade, sendo a Coleção Didático-Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos – Lixo Marinho em Osório e em Soledade a Coleção Didático-Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos – Lixo de Nascentes. 

Logo em seguida, por meio do Projeto Acadêmico Científico internacional Brasil-Portugal, no qual alunos do Ensino Médio irão apresentar trabalhos científicos desenvolvidos no Brasil em Portugal, alunas do Projeto Revere-Água pediram uma opinião sobre a continuidade do projeto. A Profa. Erli sugeriu que as mesmas incluíssem no projeto a Coleção Didático Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos, o que foi prontamente atendido pelas alunas Fernanda Press e Isadora Carvalho, coordenadas pela Professora Sueli Matos (Colégio Auxiliadora) que estavam desenvolvendo um trabalho sobre revitalização de Rios e Córregos Contaminados. As mesmas deram início a coleta de material e ao registro fotográfico do mesmo para fazer a coleção física e a coleção virtual. 

Sendo assim, neste momento as iniciativas da coleção envolvem a APECS-Brasil, a UERGS (Unidades Soledade e Osório) e o Colégio Maria Auxiliadora. e Para dar continuidade as ações outras unidades da UERGS serão contatadas para, com base na realidade local, realizarem as ações organizando suas Coleções Didático-Científicas de Lixo. Também serão convidados colégios particulares e escolas públicas para atenderem está demanda e material didático será criado e disponibilizado para trabalho nas comunidades de forma a incentivar a melhoria da qualidade de vida local. 

 

2 Embasamento teórico

Coleções científicas de referência e coleções didáticas são comuns em instituições de ensino e pesquisa, e podem reunir exemplares de animais, vegetais, fósseis, minerais, rochas, sedimento, gelo, água e outros tipos de amostras de interesse oceanográfico (Costa et al. 2011). Com o surgimento de novas linhas de pesquisas, surge a necessidade da formação de novas coleções, reunindo exemplares relacionados aos novos objetos de estudo e esclarecendo diferentes processos a eles relacionados (Costa et al. 2011). Estudos relacionados à presença de lixo em ambientes aquáticos estão em amplo desenvolvimento, principalmente nas últimas décadas devido à percepção geral (cientistas e comunidade) (Costa et al. 2011) aumentada sobre a poluição visual que o acúmulo de materiais descartados provoca, além de outros problemas provocados a saúde humana, de outros animais e dos ambientes em geral. Basta um olhar para qualquer ambiente para percebermos que o lixo faz parte da nossa paisagem do dia-a-dia. Plásticos e outros resíduos sintéticos persistentes, como isopor, borracha e espuma, constituem grande parte do lixo marinho amostrado em todo o mundo, e o Brasil não é exceção (IVAR DO SUL & COSTA, 2007).

Apesar de inúmeras iniciativas em níveis locais e regionais, existem fortes evidências de que as quantidades e tipos de lixo continuem  aumentando em escala global nos ambientes aquáticos de forma geral. A presença do lixo pode causar vários tipos de problemas, resultando em prejuízos à fauna e à saúde humana, além de criar dificuldades para as atividades envolvendo os diversos corpos de água. Em 2009, a preocupação internacional relacionada aos problemas relativos à presença de lixo nos ambientes aquáticos ficou evidente por meio da publicação pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente de três livros abordando formas de monitorar e controlar o lixo  no meio ambiente (Costa et al. 2011).

Sendo assim, este trabalho propõem a criação da  Coleção Didático-Científica de Lixo de Ambientes Aquáticos sediada na UERGS utilizando como base os primeiros resultados da formação de uma coleção científica de referência, com potencial uso didático, relacionada ao lixo marinho (Costa et al. 2011). Além do papel científico, tendo em vista a grande demanda de professores e estudantes de todos os níveis de formação (do Fundamental I ao Pós-Doutorado), espera-se também atingir, através de uma linguagem mais flexível, a população em geral, cada vez mais interessada no assunto. A coleção poderá ser total ou parcialmente transportada para aulas e exposições, tanto no ensino superior quanto em instituições de Educação Básica sejam escolas públicas ou privadas incentivando a discussão e a divulgação do tema “Lixo em ambientes aquáticos”, dentro das salas de aula (Alves et al., 2010). A ideia também é montar uma exposição virtual do lixo encontrado uma vez que nem todo material poderá ser coletado e armazenado. Assim a Coleção Virtual também atinge um número maior da população. Junto a este material pretende-se divulgar atividades práticas relacionadas a conservação dos ambientes aquáticos que possam ser utilizados em Sala de aula para despertar na população a necessidade de uso consciente dos corpos de água.

 

3 Referências Bibliográficas

Alves, L.H.B.; Pontes, T.L.; Ivar do Sul, J.A.; Costa, M.F. (2010). Coleção Didática e de Referência sobre Lixo Marinho: Porque e como. Anais do IV Congresso Brasileiro de Oceanografia, Rio Grande, RS. CD-Rom.

Estados Unidos. AGÊNCIA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTAL – Divisão de Proteção Oceânica e Costeira; PENTEADO, Maria Julieta A.C.; São Paulo (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Guia didático sobre o lixo no mar. São Paulo: SMA, 1997. 117 p. ISBN 8586624020: (broch.)

IVAR DO SUL, J. A., & COSTA, M. F. (2007). Marine debris review for Latin America and the Wider Caribbean Region: From the 1970s until now, and where do we go from here? Marine Pollution Bulletin, 54, 1087– 1104.

UNEP 2005: Marine Litter, an analytical overview. Nairobi: UNEP. 47 pp.

UNEP, 2009. Marine Litter: A Global Challenge. Nairobi: UNEP. 232 pp.

 

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